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Tatiana Maia Lins na Campus Party 2020

A Campus Party é o maior festival de inovação e tecnologia do mundo, contando com 22 anos de história, tendo mais de 80 edições e mais de 3 milhões de participantes. O evento percorreu países como Itália, Singapura, Uruguai, México, Colômbia e Espanha, unindo mais de 1600 comunidades, 900 universidades e tendo mais de 7 mil palestrantes, entre eles nomes como Stephen Hawking, Al Gore, Buzz Aldrin e Tim Berners-Lee.

A edição de 2020, por causa da pandemia de coronavírus, foi a primeira totalmente digital e tem como tema Reinicie o Mundo (“Reboot the World”, no original internacional). Arrecadando doações em benefício dos MSF – Médicos sem Fronteiras, a edição 2020 foi realizada simultaneamente em mais de 30 países, sendo o maior Call for Ideas que a humanidade já viu para descobrir as melhores idéias para reiniciar o planeta.

A fundadora e CEO da Makemake, Tatiana Maia Lins, participou da Campus Party 2020 durante o painel “A busca por implementar cidades eficientes e a meta do futuro”, junto com Ilan Cuperstein, vice diretor regional da América Latina para a C40 Cities e Vinicius Casales, co-realizador do Inovacity.

Formada originalmente para reunir as lideranças das 40 maiores cidades do planeta empenhadas em debater e combater as mudanças climáticas, a C40 Cities reúne hoje 96 cidades, que representam um quarto de toda a economia global, como importante aliada do desenvolvimento sustentável mundial. No painel, tomando como base os exemplos da C40, os debatedores inspiraram os “campuseiros” a desenvolverem soluções para cidades para o alcance da Agenda 2030, assim como para que as cidades alcancem maior reputação e competitividade para os seus ambientes econômicos.

O painel ocorreu no dia 10 de julho, das 20h às 20h55, na edição Campus Party Digital Goiás.

https://youtu.be/XIbh3fxQ0Rg

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Absurdo podcast com Tatiana Maia Lins e Fado Bicha

O podcast português Absurdo debateu Reputação em seu episódio que foi ao ar no dia 25 de junho de 2020 com a presença dos debatedores Tatiana Maia Lins, fundadora da Makemake, e os artistas Tiago Lila e João Caçador, da dupla Fado Bicha, além das apresentadoras Ju Torres e Cláudia Brito.

A proposta do podcast português Absurdo é oferecer às pessoas um manual criativo de sobrevivência da vida privada para não morrer triste e infeliz antes dos 50 anos. Ou seja, trata-se de um podcast “muito giro” que faz uma leitura divertida e leve da vida, mesmo que os convidados estejam falando sobre temas sérios, como foi o caso do episódio com Tatiana Maia Lins e a dupla Fado Bicha, que ressignifica a tradicional música portuguesa mundo afora.

O episódio debateu o que é reputação, a diferença entre reputação e fama, a legitimidade de apoio a causas no ativismo corporativo, a importância do pink money para a economia, a apropriação de elementos e símbolos do universo LGBTQI+ pelas marcas, a importância do fado para a reputação de Portugal, a reputação da mulher brasileira no mundo e um tanto de outros assuntos em uma hora. Veja abaixo!

https://youtu.be/5q3NfkJbERI

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Makemake adere à Carta Aberta do Instituto Ethos

A Makemake, por meio de sua fundadora e CEO Tatiana Maia Lins, aderiu à Carta Aberta lançada pelos Instituto Ethos, Instituto Capitalismo Consciente Brasil, Plataforma Liderança com Valores, Sistema B Brasil e GIFE que busca o compromisso para construirmos um novo pacto social que expresse a vontade do povo brasileiro em favor da vida, pelo fim das desigualdades, pelo respeito à natureza e ao meio ambiente e pela paz.

Tatiana foi uma das signatárias da primeira versão de divulgação do documento, a convite da Plataforma Liderança com Valores. A Carta Aberta segue recolhendo assinaturas e pode ser acessada neste link.

Veja abaixo a íntegra do documento:

CARTA ABERTA

“A tripla dimensão da crise que se abate sobre o país já demonstrou em seus primeiros meses as consequências desastrosas para o destino de todos nós. A crise sanitária impõe um duro golpe à nossa saúde pública, testando todas as linhas de resistência e recorre à mais profunda solidariedade e competência científica para que o caos não se estabeleça. A crise econômica, intensamente agravada pela desigualdade social, expõe com crueldade a fragilidade de nosso tecido social e a incapacidade que as camadas mais pobres têm de se proteger da contaminação, expondo também a queda generalizada da atividade econômica. A crise política, sobretudo a de lideranças, produz insegurança, revolta, desconfiança e profundo temor quanto ao futuro.

O Brasil é uma das maiores economias do mundo, é diverso e pleno de recursos. Tampouco desprezível é a nossa atividade empresarial, a pujança da nossa produção, a modernidade de nossos mercados, a estrutura de nosso sistema financeiro. E, ainda, nossa capacidade de produzir alimentos, nossa autossuficiência energética, a contemporaneidade de nossas dinâmicas urbanas, cada vez mais globais. Por isso, somos responsáveis por encontrar respostas aos sucessivos desafios para a construção de um país próspero, com equidade e sustentável.

Alguns elementos essenciais estão sendo ensinados no cotidiano desta crise: somos interdependentes, precisamos do melhor de nós, temos a capacidade de nos superarmos e nossas divergências devem constituir-se como conflitos menores frente ao desafio sem precedentes que nos põe à provação. O que, aliás, vem sendo reiterado em muitas iniciativas exemplares.

Nós, empresários, empresárias, executivos e executivas do mundo corporativo, respondendo ao convite do Instituto Ethos, do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, Plataforma Liderança com Valores, Sistema B, GIFE e Instituto Akatu, firmamos este manifesto, porque sabemos que enfrentamos o maior desafio de nossa geração e que precisamos unir nossa capacidade de diálogo, nossos esforços, nossa competência, nossos recursos, nossa solidariedade para sairmos da tripla crise em que nos encontramos.

Nosso compromisso é com uma democracia, uma sociedade, uma livre economia e um projeto de país que reduza as desigualdades, erradique a pobreza e preserve o meio ambiente; um país em que possamos nos reconhecer e nos unir como nação.

Não queremos mais perder tempo em debates improdutivos, em polarizações destruidoras, tampouco aceitamos qualquer ataque à democracia, à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito.

O governo federal, os governos estaduais e municipais devem abandonar as disputas estéreis e implementar, urgentemente, ações conjuntas seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da ciência, que têm orientado todos os países no enfrentamento da pandemia.

Queremos sim, com nossas mãos e esforços, colaborar para que o Brasil encontre o caminho do desenvolvimento sustentável.

Conclamamos, portanto, que as lideranças empresariais deste país se ergam acima das divergências que nos separam e ajudem de forma integral e presente na construção de um projeto para um Brasil justo, sustentável, próspero, democrático, altivo e generoso.

Não haverá recuperação da economia se não atuarmos de forma correta para salvar vidas e solucionar a crise sanitária. A possibilidade de uma sociedade saudável passa, necessariamente, pela solidariedade, colaboração, liderança, generosidade, determinação e persistência daqueles que fazem a diferença neste momento.

Declaramos aqui nosso total apoio:

  • Às medidas sanitárias de prevenção à vida, recomendadas pela ciência e pela Organização Mundial da Saúde (OMS);
  • Ao auxílio emergencial às pessoas e famílias mais vulneráveis;
  • Ao acesso efetivo ao crédito bancário para Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que representam 97% dos CNPJs do Brasil, com faturamento anual inferior a R$ 2 milhões e responsáveis por mais de 50% de todos os empregos formais no país;
  • Ao diálogo aberto e colaborativo entre as três esferas do Poder Executivo, à representatividade soberana do Congresso Nacional, ao Judiciário independente e à imprensa livre.

A saída da crise passa, necessariamente, por uma construção coletiva que busca consensos dentro das balizas da legalidade e do respeito. É hora de firmar compromisso com todos, abrindo diálogos para um novo pacto social que expresse a vontade do povo brasileiro a favor da vida, pelo fim das desigualdades, pelo respeito à natureza e ao meio ambiente e pela paz.”

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Baixe o Guia CEBDS de Comunicação e Sustentabilidade

Já está no ar e disponível para download a edição atualizada do Guia CEBDS de Comunicação e Sustentabilidade.

O Guia está estruturado em três pilares: a Comunicação da Sustentabilidade, a Comunicação para a Sustentabilidade e a Sustentabilidade da Comunicação. A Comunicação da Sustentabilidade é aquela que dá notoriedade às ações e práticas sustentáveis que a empresa desenvolve. Quando a sustentabilidade faz parte da cultura da empresa, ela é considerada na tomada de decisões e comunicada além das peças tradicionais de reporte de sustentabilidade.

Já a Comunicação para Sustentabilidade ajuda a transformar modelos, colaborando para o desenvolvimento sustentável. Ambas precisam ser sustentáveis sob o risco de não serem críveis. E a Sustentabilidade da Comunicação se dá por meio de processos de comunicação e de gestão transparentes, éticos e baseados em informações facilmente comprováveis.

Processo colaborativo e plural

Resultado de um processo colaborativo e plural, capitaneado pela Makemake e pela Approach, empresas envolvidas na produção do Guia, sob coordenação do CEBDS, a publicação ouviu mais de 150 profissionais, entre consultores, jornalistas, professores e profissionais especialistas em sustentabilidade e comunicação corporativa.

A segunda edição do Guia de Comunicação e Sustentabilidade atualiza a primeira, lançada 2009, quando ainda não estavam definidos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados pela ONU em 2015, e o Acordo de Paris.

O Guia de Comunicação e Sustentabilidade foi editado por Tatiana Maia Lins (Makemake), responsável pelo conceito criativo de “Todas as Cores da Sustentabilidade” base do guia, com co-edição de Marcelo Vieira (Approach) e tem patrocínio da Toyota, BRK Ambiental, CBA, Diversa, Ecolab, Heineken, Michelin e Eletrobras, e apoio da Aberje, Agência Lupa, Projeto Colabora e WayCarbon.

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Lançamento do Guia de Comunicação e Sustentabilidade – CEBDS

O Guia CEBDS de Comunicação e Sustentabilidade representa um marco para o amadurecimento da comunicação da sustentabilidade no Brasil. Lançado em 2009, é bibliografia de vários cursos de graduação e de pós graduação nas disciplinas correlatas à comunicação corporativa e à sustentabilidade.

Ficamos, portanto, muito felizes quando recebemos um convite do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) para participar da concorrência para a sua atualização, posto que a sustentabilidade, ao longo dos últimos anos, abraçou novas perspectivas e era preciso falar sobre este novo momento.

A proposta que apresentamos tinha como conceito criativo uma sustentabilidade colorida pela imensidade de cores da diversidade e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), alçada ao papel estratégico de ativo reputacional.
Vencemos a concorrência junto com a Approach Comunicação e demos início a um belo trabalho colaborativo.

Quando começamos a pesquisa para atualização do Guia de Comunicação e Sustentabilidade do CEBDS, tínhamos a certeza de que se tratava de um trabalho importante. Mas nunca imaginamos que o lançamento do Guia seria adiado por causa de uma pandemia, tampouco que ele seria lançado digitalmente após dois meses de um isolamento social que transformou o modo como as pessoas trabalhavam e viviam.

Pois bem, o novo Guia de Comunicação e Sustentabilidade do CEBDS foi lançado com uma série de webinares entre os dias 08 e 10 de junho, às 10h. A fundadora da Makemake e responsável pela edição do Guia esteve na programação do dia 10/06, com o tema Risco e Reputação.

https://youtu.be/C6-yXVecHQI

O Guia de Comunicação e Sustentabilidade tem patrocínio da Toyota, BRK Ambiental, CBA, Diversa, Ecolab, Heineken, Michelin, Eletrobras e Governo Federal, e apoio da Aberje, Whow!, Lupa e WayCarbon.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O GUIA CEBDS DE COMUNICAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

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Makemake participa do E-Book What´s Next? do Group Caliber

Para entender o que está por vir após a pandemia de coronavírus em relação ao gerenciamento de reputação, o Group Caliber convidou um grupo de 28 profissionais que estão na linha de frente do cenário nacional da Comunicação e Marketing, para compartilharem suas visões dos desafios para as marcas. A Makemake participa da publicação com o artigo “O mundo pós pandemia não suportará métricas de reputação do passado”, assinado por Tatiana Maia Lins, sócia fundadora da Makemake e Rafael Veras, consultor associado.

O resumo executivo de todo este trabalho está apresentado no estudo What’s Next?, que pode ser acessado clicando aqui.

O artigo de Tatiana e Rafael pode ser lido clicando aqui.

São profissionais que espelham uma diversidade de segmentos e áreas de atuação – desde academia até renomadas corporações, passando por consultorias e entidades setoriais. Seus conhecimentos e pensares podem ajudar as organizações na construção de um futuro melhor para si e para a sociedade, angariando confiança, relevância, engajamento e impacto social.

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Como usar a escala para o bem em tempos de coronavírus

Engajar empresas e instituições para que usem a escala e o alcance que elas possuem para a disseminação de informações que ajudem a combater a propagação do vírus, assim como mostrar caminhos de como as empresas e instituições podem colaborar ativamente na redução dos danos que a pandemia causará ao mundo e ao Brasil. Este foi o objetivo do curso gratuito oferecido pela ESPM no dia 14 de maio de 2020, com a professora do Master em Comunicação Empresarial Transmídia da instituição e nossa fundadora Tatiana Maia Lins.

Durante a conversa, Tatiana recebeu Kelly Lima, gerente de comunicação do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS, e Junior Perim, diretor presidente do Circo Crescer e Viver. Participaram com depoimentos também Tássia di Carvalho, CEO da Agência Is, e Tomás de Lara, co-leader do Sistema B Brasil.

A gravação do webinar e mais informações sobre a proposta da ESPM podem ser conferidas,, CLICANDO AQUI.

https://vimeo.com/418865725/b451c5484c

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Consultoria para diminuição de gaps de percepção

A consultoria para diminuição de gaps de percepção é o serviço carro-chefe da Makemake – A Casa da Reputação desde que a consultoria foi fundada em 2011.

Com metodologia proprietária criada por Tatiana Maia Lins, fundadora da Makemake, com base em Análise de Discurso e Semiótica, este serviço faz um levantamento da percepção que grupos de interesse ou interessados no cliente possuem acerca dele e confronta com o ideal de percepção que o cliente gostaria que as pessoas tivessem. A partir deste levantamento de gaps de percepção, planos de ação de curto, médio e longo prazos são criados para fornecer insumos e repertório para que o cliente projete para os seus públicos de interesse uma imagem mais próxima da desejada.

A consultoria para diminuição de gaps de percepção começa com o Diagnóstico de Reputação e pode ser aplicada com públicos de interesse variados e também em uma perspectiva multistakeholder, em que pessoas transitam por diversas “caixinhas” no mapa de stakeholders.

Este serviço pode ser prestado para clientes de todos os portes e setores da economia, assim como para cidades que desejem realizar um trabalho de posicionamento de longo prazo para atrair mais turismo, investimentos e aumentar a qualidade de vida de seus moradores e moradoras.

Para mais informações, entre em contato com a Makemake pelo e-mail makemake@makemake.com.br ou pelo telefone +55 (11) 97675-9090.

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Como e por que fazer um diagnóstico de reputação da sua marca ou empresa?

O primeiro passo para um bom gerenciamento de reputação consiste na realização de um diagnóstico de reputação, que mostra como a marca ou empresa é percebida pelos públicos com quem interage. Este material dará insights para o planejamento de ações de curto, médio e longo prazo, pois ele identifica oportunidades de posicionamento, temas sensíveis e os atributos de valor pelos quais os públicos percebem a marca ou empresa.

Como fazer um diagnóstico de reputação?

A Makemake tem uma metodologia própria baseada em Análise de Discurso e Semiótica para a realização de diagnósticos de reputação. O processo é totalmente personalizado, levando em consideração as características de cada cliente e a melhor maneira de identificar como cada cliente é percebido por seus públicos estratégicos, podendo combinar pesquisas online e presenciais em profundidade.

Embora a coleta de dados possa envolver ferramentas eletrônicas, a preparação dos questionários e a análise de dados são feita pelos consultores da Makemake e lideradas por Tatiana Maia Lins, criadora da metodologia. Por esta razão, a Makemake é uma consultoria boutique, que trabalha com poucos clientes a cada espaço-tempo para garantir total atenção e qualidade de entrega de seus serviços.

Durante o processo de investigação, são perguntas-chave norteadoras para o diagnóstico de reputação da Makemake:

  • Como a marca ou empresa é percebida pelo público em questão?
  • O que seria considerado o ideal dentro do setor de atuação?
  • Quais são as oportunidades de posicionamento e de inovação para maior competitividade?

Os resultados são tabulados e entregues em um relatório de inteligência com a assinatura Makemake. Veja na imagem abaixo as seis etapas para a realização de um diagnóstico de reputação.

Por que fazer um diagnóstico de reputação?

O diagnóstico de reputação é um relatório de inteligência que auxilia as tomadas de decisão em relação ao uso eficaz e eficiente de recursos financeiros de comunicação, marketing e publicidade, assim como de recursos como tempo das equipes e esforços improdutivos de engajamento.

O diagnóstico de reputação da Makemake também traz insights sobre necessidades de melhorias de processos de gestão e, em alguns casos, detecta riscos reputacionais já percebidos pelos públicos analisados.

Gostou da ideia? Quer conversar com a Makemake para fazer um diagnóstico de reputação? Entre em contato conosco.

makemake@makemake.com.br.

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Reputação, Coronavirus e pós-crise: o que mudou e vai mudar

Reputação é o principal ativo intangível de qualquer instituição – seja ela pública ou privada, com ou sem fins lucrativos. Reputação é o principal ativo intangível de qualquer instituição porque ela é pré-requisito para que as pessoas façam negócios com ela. Sem boa reputação, nem a padaria da esquina consegue vender pão. Você compraria pão em um lugar tido como sujo e que não cumpre as normas da Vigilância Sanitária? Pois bem.

Os tempos não são de pensar a reputação do modo em que o seu gerenciamento acontecia até antes da pandemia de Coronavírus atingir o mundo. Se antes reputação tinha como alicerce a percepção dos stakeholders sobre um conjunto de fatores que incluía a qualidade de produtos e serviços, o ambiente de trabalho, a governança, inovação, cidadania e a capacidade de estabelecer relacionamentos com os públicos de interesse e interessados para a construção de confiança, o que mais parece pesar agora é a percepção sobre a capacidade de adaptação e de resposta das instituições aos cenários de incerteza.  

Não que os atributos antigos não tenham mais peso. Não é isso. Mas o que se entendia sobre o almejado em relação a eles mudou. Se antes ter um escritório descolado contribuía positivamente para a reputação das empresas, neste momento, ter manicure, chope no final do expediente e mesa de sinuca no escritório não faz mais o menor sentido. O que as pessoas querem agora são boas condições de trabalho remoto. Com respeito à divisão de horários e jornadas de trabalho viáveis e garantias (ainda que mínimas) de que não serão demitidas. Receber um mimo da empresa em casa nunca foi tão bem visto pelos funcionários e colaboradores. É um afago em meio ao turbilhão de emoções nem sempre positivas que todos estão enfrentando. Empatia é a palavra-chave.

Se antes a capacidade de inovar era avaliada pela quantidade de novos produtos e serviços revolucionários lançados a cada ano, agora, a percepção de inovação vem da capacidade das instituições adaptarem as suas linhas de produção e suas ofertas de produtos e serviços para algo que resolva problemas que a sociedade está enfrentando.

A Ambev está surpreendendo as pessoas com o álcool gel, não com o álcool de suas cervejas. 

Se antes as marcas competiam para oferecer os menores preços e/ou pela maior percepção possível de qualidade, hoje a concorrência está mais fortemente baseada na comodidade de o consumidor ou a consumidora receber os produtos e os serviços em casa o mais rápido possível. E se os pequenos negócios estão sofrendo mais que os grandes para continuarem operando, são os pequenos negócios que estão recebendo maior apoio por parte da população em campanhas diversas para estímulo do negócio local e de pequeno porte. Isso se explica tanto pela ligação afetiva que os pequenos negócios conseguiram construir com os seus clientes antes da pandemia (lastro reputacional) como pelo fato de os micro e pequenos negócios serem os maiores empregadores do país. De acordo com o Sebrae, 99% das empresas brasileiras são de micro ou pequeno porte, responsáveis, em 2019, por 54% dos empregos formais do país. O comércio concentra a maior parte das empresas, somando 41%.

Capacidade de regeneração ganha espaço 

Enquanto escrevo este texto (23/04/2020), estou há 42 dias em isolamento social por causa da pandemia de Coronavírus. Ainda é cedo para prever o que mudará em definitivo em relação à reputação corporativa. Mas o meu palpite – baseado na observação do que está acontecendo e no acompanhamento de estudos pré-pandemia – reside no aumento da importância de percepção dos stakeholders sobre a capacidade de as empresas e agentes sociais regenerarem a sociedade e a economia.

Esta tendência já se apresentava há alguns anos, diluída na percepção de cidadania corporativa, presente em todos os estudos que avaliavam a reputação das empresas, desde os do antigo Reputation Institute, hoje The RepTrak Company, aos da Merco, passando pelas análises do Grupo Caliber. 

Porém, está evidenciada nas respostas das redes sociais às publicações de empresas que estão assumindo o que chamo de “papel de Estado” durante esta crise. Em outras palavras, estão adotando ações que as colocam como protagonistas de alívios para a sociedade no momento de crise.

O que definirá a reputação de uma instituição após a pandemia e, por consequência, a sua competitividade será a percepção de como ela agiu para minimizar os danos à economia e proteger a população em um momento de crise extrema.

E como esta percepção será formada? A partir das ações da instituição neste momento e nos próximos meses. Mais do que nunca, espera-se das empresas privadas uma atuação que deixe de lado a busca pelo lucro financeiro como razão mais importante de sua existência, priorizandomedidas de bem-estar social. O lucro financeiro é importante e seguirá como importante. Mas a percepção de que a empresa tem funções sociais além da geração de lucro financeiro garantirá, mais facilmente, licença social para operação e licença social para continuidade de operação

Outro aspecto importante de mencionar é o crescimento da importância do gerenciamento de riscos para os negócios. As empresas que mapearam, antes da pandemia, o risco de problemas de mobilidade afetarem em massa a capacidade de funcionários e consumidores se deslocarem até os seus escritórios largaram na frente na adaptação ao cenário de isolamento social. Os governos que mapearam a capacidade de seus sistemas de saúde absorverem os possíveis casos de doenças contagiosas de massa antes da pandemia puderam adotar medidas de contingenciamento mais efetivas e mais rapidamente. A pandemia também deixa para os brasileiros o legado de imaginar (e viver) cenários de escassez e o risco de escassez pode redesenhar o modo como as pessoas vivem e consomem. 

Usando o poder de escala para o bem

Usar o poder de escala para o bem é o caminho que as instituições devem adotar para o fortalecimento de suas reputações neste momento de crise. Basta olhar a história e ver o que aconteceu com companhias que agiram em defesa dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial e o que aconteceu com as empresas que se aliaram ao Nazismo.

As que ajudaram as pessoas são lembradas até hoje de modo positivo, podendo estampar seus feitos em espaços de convivência e de memória corporativa. Já as que se aliaram ao Nazismo até hoje se vêm tendo que dar explicações e pedir desculpas.  “A Lista de Schindler” é um grande exemplo de memória corporativa que ganhou as telas de cinema e sete Oscars, entre eles o de Melhor Filme de 1993, ilustrando o grupo de empresas que ajudaram as pessoas, apesar das controvérsias. Em se tratando de memória corporativa, a Lista de Schindler retrata também a boa prática de documentar a história enquanto ela acontece. Se a lista de nomes dos funcionários não existisse à época dos fatos, levaria muito mais tempo e esforços para ser construída no pós-guerra. O mesmo vale agora e fica o conselho para as instituições que estão fazendo algo que mereça ser contado no futuro: comecem o quanto antes a documentação de suas ações com as mais variadas memórias. Elas poderão ser valiosas em um futuro próximo. 

Não se enganem, estamos diante de um marco divisor de eras tal qual a Segunda Guerra Mundial ou o ataque terrorista ao World Trade Center.

Na queda das Torres Gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001, morreram cerca de três mil pessoas. Apenas no dia 15 de abril de 2020, 2.806 pessoas morreram nos Estados Unidos por causa do Coronavírus. Enquanto escrevo este artigo, o mundo contabiliza mais de 183 mil mortes confirmadas por Coronavírus. É muita coisa. De todo modo, o maior impacto para o mundo desta pandemia pode não ser atrelado ao número de mortos. os maiores impactos podem ser atrelados à conscientização da interdependência de povos e economias e às transformações na forma como as pessoas trabalham e consomem.  

Métricas de reputação precisam ser revistas

Uma vez que estamos presenciando mudanças nas expectativas em relação aos atributos de valor que compõem a reputação de uma instituição, é de se esperar que haja uma revisão das métricas que estão sendo usadas para acompanhar o sucesso das ações desempenhadas. Neste cenário, métricas como quantidade de pessoas realmente impactadas pelas ações da instituição são mais importantes do que as óbvias métricas de exposição das ações na mídia. 

Métricas de geração de valor compartilhado e de percepção de lucro ético devem ser desenhadas ou aprimoradas ao cenário e às realidades de cada instituição. Este aprendizado ou exercício será de grande valia para as instituições quando chegar a hora de prestar contas aos públicos de interesse sobre as ações desenvolvidas durante a pandemia. (Se precisar de ajuda para a análise e redesenho de métricas de reputação, sigo à disposição. Sou uma consultora em reputação corporativa, tá okey?) 

Mais ajuda quem não atrapalha

Muitas instituições estão se mobilizando para ajudar a população e os governos durante a pandemia. Esta atitude é louvável. Porém, cabe lembrar que ter apenas a boa intenção não basta. Para que a ajuda seja efetiva, as instituições devem procurar os comitês de crise locais para alinhar as suas ofertas às necessidades reais das populações e dos governos. Assim como, devem procurar as autoridades locais em busca de informações sobre o que fazer e como fazer para que o aproveitamento da ajuda seja maximizado.

Muitas empresas estão distribuindo máscaras de tecido para a população, por exemplo. Mas nem toda máscara de tecido realmente protege as pessoas. Para garantir maior proteção, as máscaras precisam de barreiras de celulose entre as camadas de tecido. O papel funciona como uma barreira para a propagação do vírus de modo mais eficaz do que as camadas simples de tecido. 

Outras pessoas, no afã de doar alimentos, estão fazendo com que pessoas se aglomerem em filas para recebê-los, o que pode representar um maior risco de contaminação. Então, se você quiser ajudar, certifique-se de que a sua ajuda será eficaz seguindo as normas de segurança divulgadas pela Organização Mundial de Saúde e alinhando as suas ofertas às necessidades concretas da sua região ou público-alvo.

Juntos vamos sair mais rapidamente desta crise que é tanto sanitária como econômica. Vai passar. Até lá, faça a sua parte. Façamos a nossa parte.

Tatiana Maia Lins é CEO e fundadora da consultoria em reputação corporativa Makemake – A casa da Reputação. Editora da Revista da Reputação, palestrante e professora de pós-graduação da ESPM/SP e de cursos e treinamentos in company.

 

* Artigo originalmente publicado na Revista da Reputação, dia 23/04/2020.

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